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Mostrando postagens com marcador Conversa de Boteco. Mostrar todas as postagens
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20 de jul. de 2011

Amigos são idiotas



















Legal, mais um dia 20 de julho. Eu nunca me lembro que esse dia é tão especial até ele chegar.

Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não necessariamente.

Tá legal, mas o que caracteriza essa amizade, essa relação afetiva? O que faz duas pessoas se reconhecerem como amigos?

1 – Seria o tempo? Acho que não, tenho grandes amigos que nem lembro como conheci de tão novo que era, mas não são meus amigos porque praticamente nasceram comigo, conheço também um monte de gente a muito tempo, e nem por isso são meus amigos...

2 – Seria os gostos em comum? Também acho que não, a maioria dos meus amigos são completamente diferentes de mim, alias encontrar alguem parecido comigo não é muito fácil não...

3 – Seria algum tipo de karma? Karma? O que é isso?

4 – Seria o Benedito? ...

Enfim... essa definição de amizade que colei do wikipédia é meio fajuta! Quem falou que amigos (as) não podem ter relações romântico-sexuais? Quem falou que amizade é um relacionamento estritamente humano? Quem falou que seu amigo o conhece tão bem quanto você o conhece? É wikipédia...

Aliás, é... relmente eu perdi o fio da meada. Pra quê mesmo esse texto? Seria pra exaltar meus amigos? Acho que não. Faço isso todo dia já, na verdade queria demonstrar de um jeito diferente que o dia 20 de julho é um dia muito especial.

Na verdade eu queria dar uma cutucada nos meus amigos (Como se fosse no facebook mesmo). Queria mostrar que só tenho amigos idiotas. Tenho um amigo que tem mania de falar tudo em linguagem médica, um porre isso. Tenho outro que me liga de 10 em 10 minutos, pergunta se tem racha, pergunta o que vou fazer, parece até minha namorada (tenho certeza que ele só liga pra ouvir minha voz). Tenho outro que quebrou meu dente e tem a cara de pau de dizer até hoje que não foi ele. Tenho outra que adora frituras, ela sabe que isso faz mal pra ela. Tenho outro que não tenho que falar mal dele, todo mundo o ama, até minha mãe... e isso me irrita. Tenho outras duas que são idênticas, o tio Felipe leva pra passear, comer pastelzinho, só que uma me leva pro mal caminho, me faz cavar meu buraco no inferno todo dia, e a outra se interessa mais na vida alheia no que na minha. Tenho uma que fica fazendo bobiça no banco do ônibus, a outra me convida pra durmir na casa dela e me deixa com alergia, por culpa do cobertor que ela sempre põe errado pra mim. Tenho um que parece santo, é muito inteligente, todo mundo pede ajuda a ele, mas na verdade ele num vale nada (é o dono desse blog). Tenho um amigo que tem 1,50 de altura, e mesmo assim acha que pode chingar todo mundo quando tá bêbado. E tantos outros amigos idiotas que num vale nem a pena citar...

Porém, o que me faz gostar tanto deles é isso: eles são tão idiotas, mas tão idiotas, que me tratam de uma forma única, especial, IDIOTA!
É bom ser idiota! É bom ter amigos idiotas!

Boa tarde Idiotas! E aos meus amigos queridos e sinceros: VÃO¨TUDO TOMAR NO C$%
Felipe Castro Related Posts with Thumbnails

2 de mai. de 2011

O Muro de Seda













Sem mais ver, ela estava ali naquela noite fria. O dia estava pesado, talvez eu tenha renascido no fatídico dia 26 de junho de 2010, nem tanto por ter superado um acidente automobilístico na madrugada anterior, mais pelo o que o destino me traria como recompensa.

A simplicidade era seu traço mais forte, mais característico. Ao meu primeiro olhar observei uma criatura estranha, parecia não ter sofrimentos, parecia não ter sentimentos, parecia não sentir frio, parecia não sentir nada. Bastou poucos minutos para observar um ar mais penetrante, avassalador. Aquela áurea branca não era coincidência, eu podia sentir os bons fluidos vindo daquela criatura.

Aos poucos, naquela noite, a “criatura” foi se tornando em um ser mais adorável. O seu poder de distração, de divertimento, tomou conta do ambiente. Aquela música esquisita, que antes soava estranho aos meus ouvidos, começou a tomar notas de uma orquestra afinada. A noite passou em dois tempos, ao mesmo tempo em que parecia que não passava, quando eu olhei o relógio, já havia terminado. Dizem que coisas boas, momentos bons, passam devagar. Realmente, passa devagar, mas ao mesmo tempo, foi tão rápido.

O tempo passou e se encaminhou de esfriar a história. O tempo passou mais ainda e se encaminhou de fazer a história. Dia após dia, o destino fez seu papel mais uma vez. “Eu me lembro de você naquela noite.” Dessa forma, aquele ser se dirigia a mim, mais uma vez, eu a achava estranha. Talvez meu julgamento tenha sido equivocado de começo, talvez não, com certeza foi. Não que minha percepção não seja boa, ao contrário, apenas minha interpretação não foi correta. Aquele seu jeito introvertido, fechado, com um grande traço de escoteira, uma curiosa por natureza, me deixou um pouco ressabiado, intrigado. Não sabia o que pensar sobre aquele ser. Tentava analisar friamente, sem colocar minha maior característica, a mais perfeita, em ação. Friamente, eu calculei errado, me surpreendi ao ver como aquele ser era livre. Não tinha medo de fazer o que sentia, se impunha sempre com voracidade, parecia uma leoa atrás da presa. Após aquele dia quis conhecer um pouco mais daquele ser, quis conhecer um pouco mais de seu segredo. Com a aproximação, aquele “ser”, quase uma leoa faminta e feroz, voltou a se revelar como um bicho mais simples, a antiga leoa se parecia muito mais com uma grila indefesa, que cantava com o aparecer de uma simples lua cheia no céu, saudando mais uma noite que vinha.

Mais uma vez o destino foi pregando mais uma peça. Quanto mais o tempo passava, mais tempo eu ganhava. Aquele bicho selvagem, que se transformava de uma leoa em uma grila em poucos segundos, foi se transformando em algo mais concreto, mais humano. Ela já não era mais uma criatura, mais um ser, mais um animal, mais um bicho. Ela agora começava a se transformar em uma menina. E talvez numa das mais puras meninas que já conheci. Sua maldade era inofensiva, sua malícia era ingênua. Ao mesmo que criava uma casca para se proteger, colocava amostra todo seu coração sensível, um pouco machucado por fatores externos, fatores que infelizmente (ou não) influenciavam nas escolhas daquela menina.

Aquela menina era uma rocha, não adiantava socar, quanto mais você se arriscava, mais cortava seus punhos sobre aquela dureza. Aquela menina não conseguia ficar presa, como um gato, precisava de espaço, precisava conhecer e ampliar seus horizontes. Engraçado que ao contrario dela, não sou muito bom em conhecer as coisas sozinhos, ao contrario dela, não sou o primeiro a entrar na sala escura, não sou o primeiro a pular da plataforma mais alta direto na água. Talvez por isso aquilo me intrigou mais ainda, minha curiosidade por conhecer um pouco mais sobre aquela menina aumentava cada dia e noite passadas juntas sorrindo. Por eu não ser um rapaz muito defensivo, que não arriscava muito, precisava de um escudo, de uma atacante para fazer esse papel. Acho que esse tenha sido o grande motivo de minha aceitação.

Quanto mais passava o tempo, mais aquele escudo me trazia bons fluidos. Porem o destino mais uma vez começou a me abrir certos horizontes. Aquele escudo foi se mostrando falho às vezes. O descontrole se tornava uma reação rápida e repetida daquela menina, quando percebia que sua defesa era vazada. Comecei a observar que ela também precisava de uma certa proteção. Como bons companheiros de guerra, começamos a nos proteger dentro de um ambiente aparentemente hostil. Como bons guerreiros espartanos, protegíamos um ao outro pois sabíamos da necessidade de nos mantermos firmes. Aos poucos fomos vencendo a guerra, a cada vitória um banquete era celebrado nos bares da vida. Com o tempo, o destino tratou de me mostrar mais uma vez que aquela menina era muito mais que uma pureza, uma selvageria em pessoa. Aquela menina era na verdade uma mulher, daquelas que você não encontra em qualquer esquina. Ela era como uma maçã, aquela maçã que fica em cima, no topo da árvore. Ela era mais doce, porém mais difícil de se encontrar. Não era qualquer um que a enxergava, a maioria dos homens desse mundo tem medo de subir nos galhos mais altos da árvore. Eu comecei a me sentir um privilegiado por ter conseguido me aproximar, mesmo com todo temor, todo o recuo natural e exagerado que tenho na vida, eu havia conseguido subir até aquele galho.

Comecei a aprender muito mais com aquela mulher, ensinava muito menos do que recebia de ensinamento. O destino tratou de colocar nossas almas como unha e carne, mesmo que por um pequeno momento, sempre das 18 às 22 horas, todo os dias. Mais do que isso, começava ali mais que um sentimento de amizade, amor, respeito, começava ali um sentimento de admiração mutua. Nossa amizade era pura, amar era só um detalhe. Amor de irmão, amor materno, amor de casal, tudo isso é amor. O frio na barriga de uma perda e a satisfação de ver a felicidade alheia é mesma quando se trata de uma amigo, mãe ou companheira. Mais do que o respeito pelas escolhas que cada um tomava, mesmo que não concordasse com muitas delas (o que não me impedia de demonstrar minha insatisfação) a minha admiração por aquela mulher era o sentimento mais intenso.

Não é difícil admirar algo que se goste, ainda mais quando esse “algo” é raro. Aquela menina era uma raridade. Soltava cada pérola, cada solene frase que me fazia gargalhar por horas, até dias. Mesmo quando não estava presente, às vezes me voltava aquele momento que me fazia rir, mesmo se tivesse em momento tenso no trabalho, ou relaxando em meu sono.

O tempo passa a cada dia, o destino vai fazendo sua parte. Cada vez mais sinto vontade de arrumar qualquer motivo, só para estar onde aquela criatura, ser, animal, bicho, menina e mulher estiver. Talvez me sinta um pouco na obrigação de orienta-la, as vezes a vejo um pouco confusa, as vezes não, todos os dias eu vejo confusão em seu olhar, até em seu sorriso. Normal para um se tão diferente de mim, mas que uma característica vital e vibrante exatamente idêntica a minha, a sensibilidade. Sensibilidade de se importar que um simples caramujo na rua, viva um pouco mais que a natureza o determinou. A sensibilidade de observar minha tristeza, e transformar com um simples aperto de mão, ou beijo na testa, minha aflição em conforto. Mais do que um simples muro, ela é uma fortaleza.

Mais do que esse muro, essa fortaleza, ela é minha parceira, minha companheira, todo dia o destino traz algo novo para mim, e hoje não foi diferente, não menos naquele dia 26 de junho. Ela é o tipo de pessoa que desejo ter ao meu lado até o fim dos meus batimentos cardíacos, não importa de que modo, se como criatura, ser, bicho, menina, mulher. Não importa se como conhecida, amiga, grila, companheira. Mesmo que o destino não me de essa oportunidade, sei que Ele tem algo muito bom reservado à ela, mesmo que as vezes ela pense que não, mas essa mulher tem um “q” muito especial, um “q” de moleca, um “q” de desleixo, desde seu comportamento porco e selvagem que as vezes impera em suas atitudes, ao seu poder de observação e interpretação das coisas e pessoas ao seu redor. Eis Rafaela... Related Posts with Thumbnails

4 de set. de 2010

Ser Jornalista

O que motiva uma pessoa a acordar cedo todos os dias para trabalhar? Seria o dinheiro? O amor à profissão? Porém, nós jornalistas não ganhamos tanto dinheiro quanto médicos e engenheiros. Feriados e fins de semana são dias úteis como outro qualquer. Nós jornalistas não temos obrigatoriedade de diploma, nós competimos com advogados, publicitários, com qualquer profissão. Eu, um estudante do 5º período de Jornalismo, deveria me sentir pressionado com isso? Acho que não.

A imprensa é livre, todos tem o direito de informar e ser informado. Não que eu seja contra o diploma, não é isso, sou a favor do diploma, mas como um diferencial, um componente a mais de preparo, e não uma obrigação. Nós jornalistas sofremos muito no passado com a censura, o diploma foi um dos métodos de controlar a informação e as cabeças pensantes. Hoje é um símbolo, mas não quer dizer que após receber um diploma você está preparado para tudo. Nós jornalistas aprendemos a cada dia com nossos erros e acertos, na experiência do dia-a-dia. Aprendemos a cada furo de reportagem e a cada processo perdido ou ganhado. Criticamos e somos criticados, ensinamos e aprendemos, essa é a nossa sina.

Ser jornalista é muito mais do que ser apenas um redator de textos, muito mais do que ser um profissional que vai aparecer todos os dias na televisão ou passar informações pelas ondas do rádio ou páginas e portais da internet. Ser jornalistas não é só criticar e comentar os jogos da rodada, não é apenas apresentar as noticias do dia ou apurar aquela denuncia e transforma-la em reportagem. O jornalista trabalha com a razão e a emoção, chora com o próprio trabalho. Às vezes é preciso escolher entre a razão de tirar uma foto perfeita ou a emoção de ser cúmplice do horror. O jornalista participa da história ao vivo, ele vive a guerra do Iraque, ele ganha a Copa do Mundo com a seleção, ele entra no território do crime. Jornalismo é uma vida, uma dedicação, um estilo de vida.

Talvez a grande motivação de ser jornalista seja poder mexer com o imaginário das pessoas. É causar o espanto, chocar o mundo, mostrar a verdade. Jornalista bom é jornalista chato, curioso. Nós somos os maiores inimigos do poder, a culpa sempre é da imprensa, a “bomba” cai na mão de quem transmite.

Ser Jornalista é ter o privilégio de poder colaborar e ajudar para que o mundo melhore a cada dia. Nós jornalistas somos de grande importância para a sociedade. Somos responsáveis por colaborar ativamente para que todos evoluam, somos a iluminação das mentes pobres. Uma população bem informada aprende a não se deixar influenciar por qualquer coisa que lhe é imposta. É lógico que todo o poder que nós temos pode ser usado para o “mal”, o excesso de poder pode causar esse efeito, esse sentimento de impunidade. Mas estes “malefícios” são menores, incomodam sim, mas é a minoria.

Quanto mais eu digo “Nós jornalistas”, mais me sinto inserido no meio, mais tenho o prazer de saber mais, estudar mais, participar mais. Sinto-me um privilegiado por estar no “bolo”, por fazer parte desta família, desta raça, nem que seja com uma pequeníssima contribuição ainda. O Jornalismo para mim não uma obrigação, é um orgulho, jornalismo para mim não é uma profissão, é um estilo de vida. Related Posts with Thumbnails

20 de jul. de 2010

A amizade

 Acordei hoje, dia 20 de julho, pensando já como seria minha próxima hora de sono. Ainda meio cambaleante, me levantei 15 minutos atrasado e fui me arrumar para o trabalho. Foi quando recebi uma msg de uma pessoa muito querida, “Feliz dia do amigo mala”. Na hora me perguntei, “Caralho, hoje é dia do amigo né? Quem foi o filósofo desocupado que inventou esse dia?”.
  Para mim, dia do amigo é todo dia! Ainda mais para que tem “problemas” no amor (rs). Foi então que, durante minha caminhada ao trabalho, minha mente fértil começou a trabalhar. Comecei a me lembrar de alguns momentos que passei na minha vida, de momentos bobos como meu aniversário de 7 anos na minha casa, a momentos de choradeira total, como na despedida do ensino médio.
  Lembrei-me do dia que um de meus melhores amigos me deu uma rasteira e quebrou meu dente, trauma que levei até meus 18 anos, na verdade sendo sincero, levo até hoje, vira e mexe sonho com aquele dia, minha mãe tava grávida e quase pariu minha irmã na minha frente, meu amigo olhava para o lado e dizia: “Caralho, ele quebrou o dente!”, eu olhava pra baixo e via um pedaço de dente no chão todo ensangüentado... engraçado que hoje esse rapaz é como um irmão para mim!
 Lembrei-me do dia em que um amigo me convidou para ir ao carnaval em Piraí, eu fui sem a mínima vontade de ir, se dependesse de mim estaria em Trindade essa hora. Mas eu fui... como sempre digo,“Sinto cheiro de merda de longe”, sabia que ia dar merda lá, fui para tentar evitar uma tragédia anunciada. Chegando lá, esse meu amigo que é um bobo idiota, talvez consegue ser mais bobo e idiota que eu, e só tinha olhos para uma mulher, no meio das 2782782781 mulheres no recinto. Um dia ele me disse, “Não me deixa fazer besteira, me segura se for preciso, me tira de perto”, me lembrei dessa frase quando o vi caminhando em direção ao precipício, segurei-o pelo braço e pelo cordão, quando tomei um cotovelaço no peito. Enfim, não adiantou porcaria nenhuma fazer aquilo, mas eu comovido com a situação fui tentar limpar a barra dele com a menina, foi quando uma amiga dela (hoje uma  grande amiga minha também que eu amo muito)  disse. “O que ele fez foi inaceitável, me admira você vir defendê-lo”.
  Lembrei-me também de um dia, em uma das viagens diárias que faço entre Volta Redonda/Barra do Piraí, essa mesma menina que me disse aquilo, chorava porque seria obrigada a sair do Micro Ônibus (ahuheha, foi comovente e engraçado ao mesmo tempo), onde, segundo palavras da própria, havia construído uma nova família. Nesse dia ela me disse: “Porra! Aquele dia do carnaval eu te achei um idiota”, não com essas palavras talvez (o “Porra” com certeza tinha na frase, talvez até o “Carai”), mas foi bem claro o que ela quis dizer.   Talvez hoje, me conhecendo melhor, ela entenda porque fiz aquilo. Amizade para mim não é só festas, ou ir na “zona” com o amigo, não comer ninguém, voltar para casa com ele caindo de bêbado e tomar um esporro monstruoso do pai. Amizade requer brigas, discussões, momentos que ficam para sempre marcado na história.
    Foi até injusto eu citar apenas esses momentos, já que vivi muitos. Como a vez que briguei com quase minha turma toda de faculdade, numa viajem, porque queria chegar mais cedo em casa... na verdade eu briguei por que eu vi uma menina reclamando de dor de cabeça, vi um outro rapaz quase acendendo um “beck” de tão nervoso que tava, outra preocupada com os filhos que deviam estar em casa. Na verdade briguei porque me importo muito com as pessoas ao meu redor, eu sou como um réptil: me adapto ao clima, se esta frio, eu esfrio, se esta quente, eu esquento. Meu grande defeito é minha grande virtude: me importar mais com meus amigos do que comigo próprio!
   Nesse momento que estou escrevendo mais um desses meus textos melo-dramáticos, me lembrei de um outro amigo, que me perguntou assim: “Cara, o que você têm? O que você faz que todo mundo gosta e confia em você?”. Na hora eu comecei a rir, disse para ele assim: “Ser eu não é fácil cara, eu não pego ninguém, tenho fama de mané com meus AMIGOS, todos eles me zoam e eu consigo me divirtir com isso tudo... mas quando um deles se perde, fica para trás, sempre sou EU que vou buscar.”
    Feliz dia do Amigo, meus amigos! Fiquei tão feliz com aquela pequena msg que eu recebi! Uma coisa tão boba, mas como sempre, qualquer coisa para mim ta bom... pensando bem, todo dia é realmente dia do Amigo, mas um dia por ano deve ser separado para todos nós nos lembrarmos disso. Related Posts with Thumbnails

17 de jun. de 2010

Soneto das mulheres



















FAZENDO UM JABÁ COM A MULHERADA, UM POEMINHA DEDICADO À TODAS ELAS, QUE FAZEM DESSE MUNDO MUITO MAIS BONITO! (GRAÇAS A DEUS)

Como podem criaturas tão delicadas, serem tão cruéis?
Como podem fazer dos santos infiéis?
Porque não enxergo mais sua cor?
Porque minha consciência sente dor?

Porque elas causam essa sensação?
Primeiro tomam os meus olhos, depois meu coração.
E o que me sobrou?
Ela já me levou.

Como pode tanta perfeição?
Criaturas tão lindas,
desmontam-me com facilidade.

Ao meu coração
Sejam bem vindas!
Motivo de minha felicidade. Related Posts with Thumbnails

18 de mai. de 2010

Meu encontro com Deus

Era uma vez um garoto que vivia cheio de problemas, se sentia impotente por não poder ajudar seus amigos. Certo dia, ele viu que na verdade todos se sentem um pouco assim. Todos nós temos medo, porém seus pensamentos e sentimentos lhe dão força para seguir em frente e ver o Sol todos os dias nascer.

Conversando com seus amigos ele viu que seus problemas não eram metades dos problemas de muita gente. Descobriu que é uma pessoa muito amada, que possui muito mais qualidades e defeitos, que têm amigos e uma família que os apoiam e estarão sempre ali para reerguer seu corpo e sua alma.

Numa madrugada, ele vinha andando, fazendo reflexões sobre a vida quando se deparou com dois cachorros de rua, sujos e mal tratados que corriam em sua direção. Sua primeira reação foi temer pelo pior, fechou os olhos e prendeu a respiração. Quando abriu os olhos se deparou com um brilho no olhar daqueles animaizinhos. Os cães foram em sua direção como se não tivessem nada a temer sobre o garoto, pularam pedindo carinho e brincando como se ele fosse o seu dono. Pareciam que aqueles cãezinhos sentiam sua alma revitalizada e sua aura limpa, branca, como se tivesse acabado de passar por uma ducha astral.

Por 10 minutos esses cães o levaram até sua casa, naquela madrugada deserta, como se estivessem o escoltando, o protegendo de todos as coisas ruins que colocavam aqueles pensamentos em sua mente. O garoto derramou algumas lagrimas e pensou em levar os cães para casa, mas eles foram embora, como se ja tivessem cumprido sua missão de protege-lo . Ele então subiu e começou a sorrir. Sentiu uma paz interior e um sentimento de que tudo daria certo. Pensou na sua familia que sempre estão do lado dele, brigando, rindo, julgando ou ensinando. Nos seus amigos que conquistou em sua pequena vida, todos aqueles que riem com suas piadas e brincadeiras, mesmo que as vezes elas não sejam tão engraçadas assim, riem mais por consideração, riem por saber que o sorriso da força para continuar, para batalhar e acordar sempre disposto a enfrentar todos os seus problemas diários.

Se lembrou também daqueles dois cachorros, olhou para sua janela e viu os seus cães de estimação, um deles ja velho e cansado e o outro que toma remédio para não ter ataques epiléticos, começou a pensar que mesmo sem dar a atenção que eles precisam e merecem, esses cães sempre que o vêem pela janela, mesmo se durmindo, levantam e vão ao seu encontro, como se visse o garoto e pensassem "ele ta bem, eu vi ele pequeno, foi ele que limpou meu primeiro cocô".

A partir daquele dia, esse garoto viu que não tem muito do que se preocupar. Ele que era um garoto medroso ,se sentiu um homem, o mais forte do Mundo. Ele passou a ter certeza de que nunca morrerá sozinho, mesmo que seus pais e sua familia se forem, mesmo que todos os seus amigos se mudarem para longe, mesmo que sua metade não o descubra. Ele descobriu que sua hora vai chegar, quando se sentir só, sempre aparecerão dois cachorrinhos sujos e velhos que o protegerão dos demônios desse mundo ingrato.

Talvez ele encontre esses cães de novo, talvez eles na verdade sejam fruto de sua imaginação, talvez sejam seus anjos da guarda, a partir daí seu campo de visão mudou, passou a ver tudo em High Definition, agora tem certeza que seu futuro a Deus pertence, dorme bem ao lado da pessoa mais feliz e tranquila desse mundo: sua CONSCIÊNCIA

A propósito, o garoto da história é o mesmo que escreveu esse texto do fundo de seu grande e vermelho coração.(por Felipe Castro) Related Posts with Thumbnails

19 de fev. de 2010

A magia do futebolzinho de fim de semana

Essa semana eu li esse trecho, que vou postar aki hj, no orkut de um amigo, um trecho da coluna de Maitê Proença na revista Época. Achei de uma felicidade tremenda, uma mulher falando do universo masculino, de um dos nossos momentos mais precisos: as peladas com os amigos!Achei tão bom que resolvi comprar essa edição da Época, só por causa da coluna dela. Talvez ela ajude as mulheres a compreender mais esse momento. Vamos lá...


COLUNA DA MAITÊ PROENÇA NA REVISTA ÉPOCA


A MAGIA DO FUTEBOLZINHO DE FIM DE SEMANA

Era inveja

No Brasil, três coisas são indiscutivelmente democráticas. A praia, que debaixo de um sol junta madame e funkeira trajadas no mesmo uniforme. O futebol, que une o ladrão e o padre numa imensa fraternidade. E o trânsito, que bota o Zé do Chevette e João do Jaguar lado a lado, paralisados pela mesma encrenca. Das três brasilidades, o futebol é a que mais me intriga.

Tenho um namorado que ama a bola. É uma pessoa cheia de virtudes, mas, se há uma constância em seu caráter, esta é a impontualidade. Não consegue chegar na hora, o mundo o atrapalha, a menos é claro no caso do futebol.

Não falo aqui daquele jogo no estádio com hora oficial para começar, refiro-me à pelada, ao racha, àquele bate-bola entre amigos, que no caso aqui de casa acontece três vezes por semana. O campo é longe, uma viagem, o sol a pino - não importa. Dia do compromisso logo cedo o moço fica ansioso, não pode atrasar e não há imprevisto que o segure. Nesses dias meu amor é um britânico!

Sábado desses resolvi acompanhá-lo. Os companheiros de partida, esbeltos desportistas, não gostaram nadinha, mas, gentis, fizeram que sim. Aquilo não é lugar de mulher, eu já devia saber. Para compensar o mal-estar, começa o jogo e eu bato muita palma, exagero o entusiasmo, assovio e tanto faço que o dono do campo a quem eu bajulava escancaradamente sentiu-se na obrigação de me dedicar um gol. Segue o embate com altos e baixos, a coisa aquece e pimba... um golaço, aquele
chutão do meio do campo para dentro da rede à Roberto Carlos. As más-línguas desmerecendo o artilheiro dizem que o momento é histórico e não se repetirá - não acredito, foi jogada de mestre; vi e guardarei na memória. Continua a partida com bons momentos, outros nem tanto, uma contusão aqui, uma falta ali, um corpo caído no chão. De repente me bate uma estranheza e vou percebendo que acima da bola, das jogadas, do corre para lá e para cá, o que mais se via, na verdade, eram discussões, ofensas, xingamentos e uma roubalheira de fazer corar um palmito. A coisa chegou a um ponto em que tive a certeza de que terminado aquilo os adversários não voltariam a se falar.

Acaba o jogo. Entre vitórias e desilusões, corre-se para o vestiário e devo dizer que nem na feira fala-se tão alto e ao mesmo tempo quanto num banheiro cheio de homens; eu não estava dentro, mas nem precisava...

Fiquei quietinha do lado de fora esperando meu namorado, que, pela delonga, tomava um banho de Cleópatra. Assim, pude observar bem os outros rapazes que sorridentes e limpinhos iam saindo do vestiário qual amigos de infância. Aqueles mesmos que há pouco se juravam de morte agora pavoneavam-se uns para os outros aos tapinhas nas costas. Havia ali cantores-compositores, um sapateiro, o editor de um jornal, um empresário da música, atores, um jogador aposentado, dois médicos e alguns moços das redondezas empobrecidas cuja competência em campo desequilibrara o jogo - tudo adversário de sangue na hora da bola e amigo do peito na saída para o chope.
Na pelada não há rancores, o que se passa em campo fica no campo. Nem pudores, ali são todos craques - o vírus da imodéstia ataca democraticamente. Uma beleza! Fui-me embora com um vazio a futucar o espírito.

O que nós, mulheres, temos de parecido, o shopping, o salão? Nem chegam perto. Não pode xingar, espernear, soltar os sapos da garganta - além do que, num e noutro, máximo de exercício que se faz é com a língua na futrica da vida alheia? Muito chato. Não havia como negar, o brinquedo dos rapazes é divertido como só, e meu vazio era de inveja.

Nós, mulheres, não temos nada que se compare.

Palavras de Maitê Proença, mulher inteligente.................... Related Posts with Thumbnails

11 de fev. de 2010

Essa saudade que bate no meu peito

Fala rapeize! Não sei se vocês lembram de mim, mas eu postava nesse blog a muito tempo atraz, escrevia sobre futebol regularmente mas de tanto escrever para outros sites eu parei de postar aqui, hoje eu to de volta, mas de um jeito diferente, sem formalidades, imagine-se frente a frente comigo (mas tentem me imaginar mais bonitinho), conversando, ou falando no msn, não quero me preocupar nem com erros ortograficos quando postar aqui, quero ter prazer como uma conversa, quero falar sobre qualquer coisa, quero conversar com vocês, espero que gostem, mas se não gostarem também podem meter a lenha.

Como hoje eu to num momento meio emo, vou começar meio sentimental, vou falar de um sentimento unicamente humano, chamado "saudade". Po, num sei se vocês gostam, talvez eu seja o único, mas eu adoro sentir aquela falta de alguma coisa, sentir saudades daquela pessoa querida que esta longe, vontade de encher o saco daquele amigo(a) q não ve a muito tempo, ir passar uma semana naquele paraíso q vc só pode ir uma vez ao ano, lembrar de momentos nostálgicos passados ao lado do seu avô querido, que hoje não se encontra mais nesse mundo ou apenas se lembrar de um sorriso, uma conversa, uma festa, um porre ou um momento. Pode ser doloroso as vezes, mas a saudade faz você sempre se lembrar, o esquecimento não existe mais quando se preserva esse sentimento, a saudade só aumenta o amor, o desejo, a vontade, e a esperança de passar por aquilo tudo de novo, mesmo que isso seja impossivel. Talvez a saudade seja o sentimento mais intenso do ser humano, mais até que o amor, ou o ódio, a saudade faz você chorar sozinho, suspirar sozinho, rir sozinho, se lembrar sozinho. Quantas vezes minha mãe já não achou que eu era maluco (sim, eu sou) quando me via gargalhando na sala, vendo fotos, ouvindo musicas ou filmes que me lembravam algo ou alguem.

A saudade é o sentimento mais esquisito do ser humano, as vezes ela passa em uma hora, ou um dia. As vezes demoram um ano, uma década, ou as vezes ela é enterrada junto com seu corpo, fica ali guardadinha no seu coração. É dificil falar sobre a saudade, só de falar disso me da saudade, saudade de tudo que eu passei, que vivi, ahhhhhhh saudade! O dia que eu não sentir mais falta de ninguem, de nada, de p*** nenhuma, aí eu vou me preocupar. O dia q você não sentir mais SAUDADES, tu ta morto...



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