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9 de fev de 2010

Superbowl XLIV: "Who dat?"




A cidade de Nova Orleans quase foi varrida do mapa em 2005, quando o furacão Katrina inundou 80% de seu território, matando quase duas mil pessoas e deixando centenas de milhares de desabrigados. O preço para a reconstrução da cidade alcançou a casa da dezena de bilhões de dólares, e muita gente não voltou para a principal cidade da Louisiana.

E foi exatamente nessa época que o New Orleans Saints, uma das mais inexpressivas franquias da NFL, estudava mudar de cidade. Notório saco de pancadas da liga, seu proprietário estudava mudar a equipe para Los Angeles, um centro financeiramente mais interessante do que Nova Orleans, instalada num dos maiores bolsões de pobreza da América. Com a tragédia ocorrida na cidade, com o estádio Superdrome parcialmente destruído e servindo de abrigo para milhares de pessoas, não seria surpreendente que o Saints abandonasse a terra do Mardi Gras.

Mas o dono da equipe, Tom Benson, resolveu ficar. O Saints resolveu apoiar a cidade onde estava sediada desde a fundação da franquia, em 1967, reformou seu estádio e, com isso, ajudou a movimentar o comércio local. E a cidade, mesmo num momentou tão difícil, passou a lotar o Louisiana Superdome desde então.

E a apaixonada união que passou a existir entre a equipe e sua cidade teve seu grande momento na noite do último domingo, quando o Saints conquistou o primeiro Superbowl de sua existência, ao bater o favorito Indianapolis Colts por 31 a 17, em Miami. A cidade, que nunca havia comemorado qualquer título entre as principais categorias dos esportes americanos, encontrou mais um motivo para celebrar todo o doloroso processo de reconstrução de uma terra orgulhosa de sua tradição, cultura e história.

A equipe do Saints entrou no Sun Life Stadium com a torcida não apenas de Nova Orleans, mas da maioria esmagadora do país, inclusive do presidente Barack Obama. O início do jogo, porém, não parecia promissor: o quarterback Drew Brees não conseguia encaixar os passes e o wide receiver Marques Colston não conseguia efetuar as recepções. Enquanto isso, o favorito Colts via Peyton Manning comandando o ataque de forma segura, como na campanha que resultou no touchdown de Pierre Garçon e uma vantagem de dez a zero para os campeões da temporada 2006/2007.

Mas o "momento" da partida começou a mudar a partir do segundo quarto. Enquanto o Saints mudava seu plano de ataque e apostava nos passes curtos, a defesa do Colts não conseguia mais pressionar Drew Brees e não adiantava sua secundária para atacar as rotas curtas e médias do adversário. Mesmo não produzindo muitos pontos, a tática do técnico Sean Payton de deixar o ataque do Colts fora de ação funcionou: Manning e seus comandados ficaram menos de três minutos em campo, e o primeiro tempo da decisão terminou com Indianapolis vencendo por dez a seis.

E o técnico de New Orleans, tido como "excêntrico ao limitie" por muitos com o seu repertório de jogadas-surpresa, teve sua ousadia recompensada na grande decisão. Se o ataque falhou numa tentativa de quarta descida a duas jardas da endzone, quando abriu mão da segurança dos três pontos praticamente garantidos do field goal, a tentativa bem sucedida de onside kick logo no início do terceiro quarto incendiou a partida e mudou o rumo da decisão. Com a bola recuperada no chute de retorno pelo time de especialistas, o Saints partiu com tudo e virou o placar, no Td sensacional de Pierre Thomas após o passe de Drew Brees: após vencer metade da defesa do Colts, Thomas correu para a endzone e deixou o placar em 13 a 10 para New Orleans.

Em desvantagem no placar pela primeira vez, Manning mostrou todo seu repertório de jogadas, e ainda contou com a boa atuação de Joseph Addai correndo através das linhas inimigas. E foi o running back que devolveu a liderança para o Colts, num touchdown corrido de quatro jardas. O troco de Indianapolis não abateu a equipe preta e dourada, que marcou mais um FG com Garret Hartley e terminou o terceiro período apenas um ponto atrás: 17 a 16.

A essa altura da partida, a defesa do Colts não conseguia manter a pressão do início contra Brees, pois Dwight Freeney teve que sair de campo devido ao rompimento do ligamento do tornozelo sofrido duas semanas antes, contra o New York Jets. aomesmo tempo, a defesa do Saints não permitia que Manning levasse o ataque de Indianapolis próximo à endzone, e o kicker Matt Stover acabou errando um FG de 51 jardas. Saints novamente no ataque, e a torcida vai à loucura: Brees conecta um passe com o tight end Jeremy Shockey, e o camisa 88 marca o touchdown que promove a mudança no placar: Saints 22 a 17. A tentativa de conversão de dois pontos dá certo com Lance Moore, e o placar indica uma vantagem equivalente a um touchdown para os campeões da NFC.

Não seria a primeira vez que Indianapolis se encontrava atrás do placar na temporada; foram sete viradas no último quarto em toda a temporada, e a torcida do Colts tinha certeza que poderia confiar em Peyton Manning mais uma vez. E o camisa 18 levou o ataque até o campo adversário, quando um passe equivocado para Reggie Wayne foi interceptado por Tracy Porter, que correu sozinho para a endzone do Colts e marcou o touchdown que sacramentou a vitória de New Orleans: com 31 a 17 no placar e faltando apenas três minutos para o apito final, bastava ao Saints impedir o avanço do inimigo.

Manning ainda tentou o impossível, mas já era tarde. A festa era não apenas do Saints, mas de toda uma cidade que sofreu nos últimos anos para se reerguer; e que viu na sua equipe de futebol americano o símbolo de que era possível recuperar-se de toda a tragédia ocorrida em 2005. Os efeitos da passagem do Katrina ainda se fazem presentes em Nova Orleans, mas o Saints é a prova derradeira de que a esperança de dias melhores para a cidade não pode ser encarada como mera ilusão.

Os Santos não estão chegando; eles já conquistaram seu lugar na história da NFL.

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