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15 de ago de 2009

Livre para voar



Todos conhecem a história de algum esportista que teve seu inferno pessoal e foi capaz de jogar uma carreira fora. Mike Tyson é o exemplo mais conhecido, e Maradona foi um dos poucos que conseguiu recuperar o respeito e dinheiro perdidos. Normalmente, esses grandes astros, quando perdem o rumo, acabam tendo um fim melancólico, como foi o triste caso de Mané Garrincha.


E foi a oportunidade de dar a volta por cima que foi oferecida a Michael Vick na quinta-feira. Ao ser contratado pelo Philadelphia Eagles por uma temporada, com opção de mais um ano de contrato, o quarterback tem a chance de retomar uma carreira que foi interrompida de forma estúpida.


Muito foi investido para que Vick brilhasse na NFL, a liga de futebol americano. Vindo da universidade de Virginia Tech, foi escolhido pelo Atlanta Falcons no draft de 2001, quando a equipe do estado da Georgia poderia ter escolhido o running back LaDainian Tomlinsom, que foi fazer história no San Diego Chargers com o recorde de touchdowns em uma temporada. Jogador atlético, o camisa sete de Atlanta logo conquistou a torcida com seu estilo de jogo que levava a um novo patamar o estilo scrambler de quarterbacks como Steve McNair e Donovan McNabb. Vick, além de não ficar preso no pocket, aproveita-se de sua agilidade para correr com a bola. Se o seu estilo parecia vistoso, também era criticado por muitos, que viam nele mais um running back que eventualmente fazia passes do que um quarterback que diversificasse o jogo aéreo.


Porém, seu estilo dinâmico não deixou de produzir resultados, e o Falcons chegou aos playoffs da liga nas temporadas de 2002-2003 e 2004-2005. Em uma dessas oportunidades, na temporada 02-03, Vick e o Atlanta venceram o Green Bay Packers de Brett Favre em pleno Lambeau Field, algo inédito em playoffs até então.


Com Michael Vick em campo, todos lucravam: a mídia, que tinha um jogador-espetáculo para ocupar os holofotes; o Atlanta Falcons, que lotava o Georgia Dome e vendia milhares de camisas com o número sete estampado; a torcida, que tinha um ídolo para chamar de seu; e principalmente Vick, que se tornou o atleta com o maior salário da NFL, passando a receber mais de 20 milhões de dólares por temporada a partir de 2006.


Com um salário astronômico, uma torcida que o idolatrava e uma equipe que montou um elenco totalmente adaptado ao seu estilo de jogo, o quarterback de Atlanta tinha tudo para ser, até hoje, o franchise QB da equipe, e ter sua camisa aposentada ao final da carreira e, no futuro, ser eleito para o Hall da Fama. Mas tudo deu errado a partir de 2007: acusado de participar de apostas em lutas de pitbulls - muitos dos quais criados por ele, que mandava matar aqueles que perdiam - Vick foi condenado a 20 meses de prisão. O astro do futebol americano viu sua popularidade despencar, foi escorraçado pela torcida de Atlanta, suspenso indefinidamente pela NFL e, no início do ano, dispensado pela equipe que o escolheu para ser o jogador-símbolo da franquia.



Colocado em "condicional" pelo comissário da NFL, Roger Goodell, Vick poderá participar de parte da pré-temporada, e foi liberado para jogar a temporada regular a partir da sexta rodada, em outubro. Dos mais de 20 milhões que recebia de Atlanta, receberá cerca de 1,6 milhões do Eagles, para ser o reserva de Donovan McNabb. A princípio, acredita-se que será usado pelo técnico Andy Reed na popular formação wildcat, que tanto fez sucesso com o Miami Dolphins na última temporada, aproveitando-se de sua habilidade na corrida.




Michael Vick tinha uma carreira consolidada nas mãos, e conseguiu perder tudo com atitudes que o levaram a ser eleito, este ano, o "atleta mais odiado dos Estados Unidos", à frente do wide receiver Terrell Owens, do Buffalo Bills, de Manny Ramirez e Alex Rodriguez, do baseball, e do superastro do basquete Kobe Bryant. Aos 29 anos, dificilmente conseguirá jogar no mesmo nível de antes, após dois anos inativo; certamente, não terá em nenhuma equipe o mesmo salário da época de Atlanta, e os anunciantes não devem oferecer contratos de publicidade milionários (se é que alguém oferecerá contrato a um condenado pelo assassinato de animais). Pelo menos, Vick terá a chance de voltar a trabalhar naquilo que gosta e, principalmente, terá uma oportunidade única: a de limpar seu nome e dar a volta por cima.
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