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3 de dez de 2010

Sol que nada, a sensação do verão é a música


Faltam 20 dias para o início do verão, mas lá pelos lados da Bahia, tambores já estão aquecidos, guitarras afinadas e cantores e bandas já estão envolvidos pelo clima da estação. Isso porque todos os anos, começando por volta do mês de outubro e se estendendo até o carnaval, músicas escolhidas como hits da época começam a ser executadas nas rádios, em festivais e micaretas fora de época. Autores e interpretes das canções trabalham firme na divulgação e nas estratégias de promoção de suas músicas. Entretanto, o que chama bastante atenção quando se trata das composições selecionadas para a estação mais badalada do ano, é o fato de que quanto menos letra a música tiver e mais curto e simples for seu refrão, melhor para alcançar o sucesso. 

As cantoras Ivete Sangalo e Cláudia Leitte e o grupo Parangolé já fizeram suas apostas para o carnaval de 2011. Enquanto Ivete defende a música “Aceleraê”, cujo refrão carrega versos como “aceleraê o coração, hoje é dia de Ivete. Aceleraê o coração, aaaaah!”, Claudia pretende animar seus foliões com muita “Água” e seu lema é: “água, to pedindo água. Pode jogar água. Essa é a mistura do amor”. Depois do sucesso avassalador de “Rebolation”, o Parangolé agora pretende emplacar Tchubirabiron, que na voz de Léo Santana incentiva a galera a dançar com versos como: “Pra frente, pra frente, cabeça, cintura, tchubirabiron.” 

Esses são apenas alguns exemplos, mas praticamente todas as bandas seguem a linha de canções com pouca letra, porém bastante dançantes, ou pulantes, se preferirem. Até porque, no carnaval o povo quer mesmo é pular e beijar na boca, como já dizia Claudinha Leitte. 

Por conta disso, vire e mexe o axé é preconceituando. Críticas surgem à falta de letra das músicas, que acabam recebendo intitulações como é o caso da música Prefixo de Verão, sucesso na década de 90, interpretada pela Banda Mel e conhecida como a melô do gago em virtude do refrão que só contém vogais: “Ae, ae, ae, ae. Ei, ei, ei, ei Oô, oô, oô, oô, oô, oô, o”. 

Quem está de fora pode até não entender, criticar, discordar ou achar um absurdo essas músicas dominarem as rádios e as baladas, mas para os artistas baianos isso é um marco na carreira. O carnaval de Salvador é tido como a maior festa de rua do mundo e ser o “dono” da música que embala aproximadamente 2.700.000 pessoas é algo inenarrável. Há premiação para os artistas participantes e a maior delas e mais cobiçada é de Melhor Música. O prêmio oficial da folia é o “Troféu Dodô & Osmar” e nele o que conta não é apenas a letra da música, mas também o sucesso que ela faz com o público. Quanto mais tocada for, mais o povo pedir e mais animar, maior é a chance de ser campeã. 

Aos avessos ao gênero musical e holofotes da folia, resta ter paciência e torcer para que o outono chegue logo para se livrarem das tais “músicas chicletes”. Porém, ainda assim há riscos. Se por acaso elas realmente fizerem sucesso, terão que agüentá-las até o próximo verão, onde novas “músicas chicletes” serão lançadas.
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